Sunday, January 28, 2007

A Sete Palmos (Six Feet Under, 2005)
Qualquer coisa.
Qualquer um.
Qualquer lugar.
Um dia termina.

Monday, January 22, 2007

A noite estrelada (The Starry night - 1889) - Vincent Van Gogh (1853 - 1890)
02:42 a.m. A noite que observo é tão estrelada quanto esta bela pintura. No entanto, as palavras que pairam são outras. Como disse Van Gogh pouco antes de falecer..."La tristesse durera toujours".

Sunday, January 21, 2007

Timothy Hutton, Valeria Golino and Nastassja Kinski - Correntes de Primavera (Torrents of Spring, 1990)

É madrugada e noite cai. Quando a noite cai, podemos olhar para o céu e pensar em nossas escolhas. Recentemente revi um filme que marcou minha vida, que infelizmente ainda não foi lançando em DVD no mercado brasileiro. Talvez esse filme estivesse aguardando esse momento. “Correntes de Primavera” fala sobre as escolhas e principalmente sobre o amor. Sei que nunca esquecerei da frase dita por Maria (Nastassja Kinski) a Dimitri (Timothy Hutton): - Ah, como eu gostaria de encontrar alguém que se ajoelhasse diante de mim e dissesse que me seguiria até o fim do mundo. Como não esquecerei da enigmática seqüência final, onde os personagens compõem a fantasia do mundo real.
Eu sempre me fiz essa pergunta. No escuro da noite me encontrava inventando amores e momentos felizes, onde alguém pudesse me seguir até o fim. Quantos amores vãos já me juraram isso sem, no entanto, conseguir? Alguns.
Dói não saber o quanto um amor pode ser profundo e até onde ele poderá ir por você. Como imaginar a vastidão do quê muitas vezes não se concretiza em atos ou palavras? Será que dói um simples carinho? Um abraço profundo? Um simples beijo?
Faço minhas as palavras de Maria... - Ah, como eu gostaria de encontrar alguém que se ajoelhasse diante de mim e dissesse que me seguiria até o fim do mundo.

Tuesday, January 09, 2007

Emmanuelle Seigner and Peter Coyote - Lua de Fel (Bitter Moon, 1992)
E ele descobriu que jamais alcançaria tais extremos de paixão com outro alguém...

Essa talvez seja uma frase que possa definir os sentimentos que permeiam “Lua de Fel”. O que une duas pessoas quando o amor acaba? E se esse amor for marcado por dor, desejo, paixão e decepção?
Acredito que certas dores nunca podem ser apagadas e nem sequer amenizadas. Qual seria a profundidade do ferimento que um diálogo como esse que transcreverei causaria em alguém?
Oscar: - Vamos parar de enganar a nós mesmos, Mimi.
Mimi: - Não o entendo.
Oscar: - Foi doce enquanto durou. Foi bem doce...mas está ficando azedo, não? Não está? Esperava que você tomasse a iniciativa, mas parece feliz de deixar que as coisas se arrastem assim. Aviltar você, porém, me avilta. Estamos aviltando um ao outro. Preservemos uma bela recordação. Vamos nos separar enquanto nos resta dignidade.
Mimi: - Mas eu amo você. Só quero você. Quero me casar com você. Quero lhe dar filhos. Dar-lhe o resto da minha vida!
Oscar: - Quero a minha própria, não o resto da sua. Ponha isso na cabeça!
Mimi: - O que fiz de errado? Alguma vez eu lhe fiz algum mal? Oscar, diga-me! Até a um criminoso se diz qual o seu crime. O que eu fiz?
Oscar: - Você não fez nada. Você existe, só isso.

Seria impossível dissecar os inteligentes e articulados diálogos de “Lua de Fel” em um mero texto. Todo ser humano guarda em si traços de perversão. Todos parecem puros à luz do dia, mas quando a noite cai, tudo muda. Vestem-se as personas de outros, vivem-se vidas alheias, imaginárias. Creio que o enjôo causado pelo filme em alguns expectadores aumente na medida em que o espelho vá sendo virado até posicionar-se exatamente em frente ao espectador. Dói ver a si mesmo, despido daquilo que se pretende esconder em um fundo de armário.

Wednesday, January 03, 2007

Anne Bancroft and Shirley MacLaine - Momento de decisão (The Turning Point, 1977)


Se você pudesse retroceder no tempo, será que faria as mesmas escolhas? Dirigido por Herbert Ross, Momento de decisão (The turning point) é um filme que trata não somente das escolhas, mas sobre a efemeridade das coisas. Pense por um momento na quantidade de habitantes da Terra e depois tente calcular quantas pessoas devem ter existido, caso fosse possível estimar um número preciso. Quantas dessas pessoas se destacaram entre as demais? Será que os que não obtiveram tais êxitos tiveram suas vidas desperdiçadas? No entanto, quantos conhecem a dor de ser um ícone? Dos percalços da fama e a solidão que ela trás?
Não existe um tempo certo, o próprio tempo encarrega-se de transformar as dores, as pessoas, os amores e a própria vida.
As personagens de Anne Bancroft e Shirley MacLaine (ambas indicadas ao Oscar) descobrem que não cabe responsabilizar ninguém pelas escolhas, muito menos culpar-se pelos resultados. As encruzilhadas sempre existirão, sem que haja caminhos certos ou errados. Resta apenas confiar no coração e seguir adiante.