Correndo com tesouras (Running with scissors, 2006)
Meses atrás enquanto passeava por uma livraria em São Paulo dei de cara com o um livro que me chamou atenção. A capa mostrava o que parecia ser um garoto encapuzado com um saco de papelão e logo abaixo do título lia-se: “Memórias de um adolescente e sua família muito louca”. E o livro em questão era “Correndo com tesouras”. Imediatamente comprei-o. Dias depois fiquei saboreando cada página que dissecava a infância de Augusten Burroughs e me apaixonando a cada capítulo. Após a leitura, fiquei ansiando o lançamento do filme em DVD. O atraso no lançamento (ocasionado sabe Deus por qual motivo) só aumentava essa ansiedade. Eis que ontem, passeando, vislumbro o mesmo em uma banca de DVDS piratas. Lutando contra minha resistência e moral (não adquiro DVDS ilegais, apesar de achar que essa acaba sendo a saída, mesmo que ilegal, para que as distribuidoras reduzam o preço de venda, tornando-os mais acessíveis), acabei comprando. Cabe ressaltar que na véspera eu havia ido a uma locadora e nada do filme chegar.
A cada cena do filme o universo de Augusten, imaginado por mim, era passado na tela. Sua relação com a mãe – uma poetisa que se torna lésbica – vivida magistralmente por Annette Bening (indicada ao globo de ouro), o psiquiatra nada ortodoxo que trata sua mãe e com quem ele vai morar, sua fria relação com o pai, seu caso com um homem mais velho e mentalmente instável (Joseph Fiennes), dentre outros. Pelo menos dois personagens roubam a cena: a excelente Jill Clayburgh, como Agnes – esposa do psiquiatra e Joseph Cross, na pele do jovem Augusten.
O ápice do filme é a cena em que eles decidem quebrar o teto da cozinha para criar uma clarabóia, embalada por Year of the cat, de Al Stewart. A trilha sonora é outro ponto favorável e que merece destaque.
Talvez meu interesse, admiração e posterior empatia pelo filme devam-se a semelhança (guardada as devidas proporções) com a minha própria infância e parte da adolescência, repleta de situações e personagens únicos.
Sem dúvida, um dos poucos grandes filmes que assisti nesse ano e que merece ser conhecido.
A cada cena do filme o universo de Augusten, imaginado por mim, era passado na tela. Sua relação com a mãe – uma poetisa que se torna lésbica – vivida magistralmente por Annette Bening (indicada ao globo de ouro), o psiquiatra nada ortodoxo que trata sua mãe e com quem ele vai morar, sua fria relação com o pai, seu caso com um homem mais velho e mentalmente instável (Joseph Fiennes), dentre outros. Pelo menos dois personagens roubam a cena: a excelente Jill Clayburgh, como Agnes – esposa do psiquiatra e Joseph Cross, na pele do jovem Augusten.
O ápice do filme é a cena em que eles decidem quebrar o teto da cozinha para criar uma clarabóia, embalada por Year of the cat, de Al Stewart. A trilha sonora é outro ponto favorável e que merece destaque.
Talvez meu interesse, admiração e posterior empatia pelo filme devam-se a semelhança (guardada as devidas proporções) com a minha própria infância e parte da adolescência, repleta de situações e personagens únicos.
Sem dúvida, um dos poucos grandes filmes que assisti nesse ano e que merece ser conhecido.


1 Comments:
A vida é cheia de surpresas e de acontecimentos... E poder viver todos eles a cada dia que passa é algo espetacular.
Porém certos momentos são capazes de deixar uma pessoa insana... Mas se contar com um pouco de sorte, poderá descobrir que muito desses pontos na vida são especiais e que devem ser guardados para todo o sempre...
LY my dear!!!
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